Conheça outras causas da falta de libido.

  • A educação sexual em Portugal ainda é insuficiente no que toca à sexualidade feminina, o que dificulta a procura de ajuda adequada.
  • O SNS (Serviço Nacional de Saúde) oferece consultas de sexologia em alguns hospitais, mas as listas de espera podem ser longas.
  • Associações como a Sociedade Portuguesa de Sexologia Clínica promovem informação e formação sobre saúde sexual feminina.
  • Muitas mulheres recorrem a produtos naturais ou suplementos, mas a evidência científica sobre a sua eficácia é muito fraca.
  • A lubrificação vaginal e a estimulação adequada são fatores essenciais que muitas vezes são negligenciados na abordagem terapêutica.

O tratamento com o uso de remédios ou suplementos deve ser orientado pelo ginecologista após avaliação dos níveis hormonais da mulher.

Aspecto Homens (sildenafil) Mulheres (flibanserina)
Mecanismo de ação Aumenta o fluxo sanguíneo peniano Atua nos neurotransmissores cerebrais
Momento de toma 30 a 60 minutos antes da relação Toma diária, sem relação com o ato sexual
Efeito principal Ereção Aumento do desejo e da libido
Tempo para efeito Rápido, em minutos Semanas de uso contínuo
Aprovação na Europa Aprovado desde 1998 Não aprovado pela EMA; aprovado nos EUA

No entanto, ter uma alimentação saudável, dormir bem e praticar exercícios pode ajudar a aumentar a libido feminina.

Principais remédios para aumentar a libido feminina

Segundo vários estudos médicos, pelo menos 40% das mulheres apresentariam diferentes graus de hipoatividade sexual. As propriedades afrodisíacas da molécula de flibanserin foram descobertas acidentalmente ao ser testada como antidepressivo. O mesmo aconteceu com o Viagra (masculino), que estava destinado a ser um medicamento para combater a hipertensão. A psicóloga Leonore Tiefer, da Universidade de Nova York e membro do Comitê de Consultas da FDA em 2010, explicou, naquele momento, que uma pílula desse tipo corria o risco de decepcionar um grande número de mulheres. Para ela, a complexidade emocional da sexualidade feminina e os problemas derivados dessa condição não têm, com frequência, causas médicas.

2. Testosterona

Vários grandes laboratórios então interessados em desenvolver o “viagra feminino” abandonaram suas pesquisas, como o americano Pfizer, que desistiu dos testes clínicos em 2004. Nesse ano, um comitê de consulta da FDA recomendou a rejeição de um adesivo de pele com testosterona para mulheres, da Procter and Gamble. Em 2011, um gel de testosterona para mulheres de BioSante também fracassou nos testes. Alguns remédios para aumentar a libido feminina são o flibanserin, testosterona, DHEA, além de suplementos naturais, como tribulus terrestris, maca peruana, ginseng e ginkgo biloba. A libido feminina pode diminuir por alterações hormonais, uso de medicamentos com estrogênio, menopausa ou pelo transtorno do desejo sexual hipoativo, que é a diminuição ou ausência de desejo sexual sem uma causa aparente no mínimo de 6 meses. Os principais remédios para aumentar a libido feminina são: O flibanserin é um remédio indicado para aumentar a libido feminina no caso de transtorno do desejo sexual hipoativo na pré-menopausa, que é a diminuição ou ausência de desejos sexuais por no mínimo de 6 meses sem uma causa aparente.

  • A flibanserina, vendida sob a marca Addyi, foi aprovada nos EUA, mas não está disponível nas farmácias portuguesas.
  • A bremelanotida (Vyleesi) é administrada por injeção subcutânea, cerca de 45 minutos antes da atividade sexual, e não é comercializada em Portugal.
  • Muitos médicos portugueses receitam, fora da indicação formal, terapias hormonais como a testosterona em baixas doses para mulheres na pós-menopausa.
  • Os efeitos secundários mais comuns destes fármacos incluem náuseas, tonturas, sonolência e alterações da pressão arterial.
  • A interação com álcool é particularmente perigosa com a flibanserina, podendo causar hipotensão grave e síncope.

Conhecido como viagra feminino, o flibanserin age regulando os níveis de neurotransmissores no cérebro, como a serotonina e a dopamina, aumentando assim a libido feminina.

Produto Dosagem Quantidade + Bónus Preço
Viagra Genérico200mg10 comprimidos40.96€ 39.01€
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Viagra Genérico200mg270 + 10 comprimidos379.76€ 361.68€
Viagra Professional100mg90 + 2 comprimidos207.09€ 197.23€
Viagra Original100mg76 + 4 comprimidos306.59€ 291.99€
Viagra Original100mg92 + 4 comprimidos362.88€ 345.60€
Viagra Super Active100mg180 + 20 comprimidos280.97€ 267.59€
Viagra Super Active100mg30 + 6 comprimidos64.09€ 61.04€
Viagra Genérico200mg180 + 10 comprimidos277.56€ 264.34€
Viagra Professional100mg180 + 4 comprimidos337.30€ 321.24€
Viagra Genérico150mg30 + 2 comprimidos72.32€ 68.88€
Viagra Professional100mg10 comprimidos44.09€ 41.99€

Entenda melhor para que serve o flibanserin.

  • Os ensaios clínicos em Portugal para novos fármacos da sexualidade feminina são raros, mas algumas universidades participam em estudos internacionais.
  • A indústria farmacêutica tem mostrado menos interesse em desenvolver medicamentos para mulheres do que para homens, devido a questões históricas.
  • A aprovação da flibanserina nos EUA foi polémica, com críticas à sua eficácia marginal e aos riscos associados.
  • Em 2025, não existe nenhum medicamento aprovado na União Europeia especificamente para a PDSH.
  • As guidelines europeias recomendam abordagens psicossociais e hormonais antes de considerar fármacos experimentais.

O tratamento com flibanserin deve ser orientado pelo ginecologista após avaliação do estado de saúde da mulher e geralmente é recomendado o uso de 1 comprimido por dia. O flibanserin não deve ser usado por mulheres que estejam grávidas ou amamentando, ou que tenham alergia a qualquer componente da fórmula, além de problemas no fígado.

Quem não deve usar

Já o flibanserin é indicado para mulheres que conseguem ter relações sexuais, mas simplesmente não têm vontade. O princípio ativo do Viagra, o sildenafil, dilata os vasos sanguíneos. A droga foi desenvolvida originalmente para o tratamento de hipertensão e angina, um distúrbio de circulação de sangue no coração. Assim, o Viagra ajuda na ereção ao facilitar a irrigação dos vasos sanguíneos no pênis. O flibanserin, por sua vez, atua no sistema nervoso central.

Flibanserin é o mesmo que Viagra?

O "Viagra feminino" age sobre diferentes receptores nos neurônios e altera o funcionamento dos neurotransmissores responsáveis por controlar as funções sexuais. Por um lado, a nova droga inibe a produção de serotonina, hormônio responsável por reduzir a libido. Por outro lado, estimula a produção de dois outros hormônios: a dopamina (chamado de "hormônio da felicidade") e a noradrenalina, que estimula a circulação. A agência responsável por regulamentar alimentos e remédios nos Estados Unidos (FDA)liberou as vendas do flibanserin nos Estados Unidos na última terça-feira (18/08), mas médicos só têm autorização de receitar o medicamento a pacientes que estejam sofrendo de transtorno do desejo sexual hipoativo, conhecido como frigidez. Além disso, o remédio só pode ser prescrito para pessoas que não estejam passando por outros problemas físicos ou psicológicos, como depressão.

5. Maca peruana

Por fim, o flibanserin só pode ser prescrito para mulheres que ainda não tenham chegado à menopausa. A droga ainda não foi aprovada na maioria dos países. A possibilidade de haver efeitos colaterais é a razão pela qual o remédio só pode ser vendido com receita médica. O flibanserin reduz a pressão arterial e pode até causar desmaios. O risco é ainda maior se a paciente consumir álcool durante o tratamento. A testosterona é um hormônio que pode ser indicado pelo ginecologista ou endocrinologista no caso de transtorno do desejo sexual hipoativo, que é caracterizado pela redução ou ausência de desejo sexual por no mínimo de 6 meses.

Viagra: para que mais o sildenafil é usado para além da de?

Além disso, o princípio ativo interage com outros remédios do grupo de inibidores da enzima CYP3A4, incluindo medicamentos para infecções causadas por fungos na pele, alguns anticoncepcionais e antirretrovirais utilizados no tratamento do HIV. Qual é a demanda para o "Viagra feminino"? É difícil dizer, pois existem vários fatores externos em jogo. Quando uma mulher passa por um período de baixo interesse sexual, isso é uma condição médica ou uma fase normal da vida dela? A resposta depende, em parte, do meio social em que a pessoa vive, das expectativas do parceiro sexual e da influência de amigos, parentes e da mídia.

6. Ginseng

O problema sexual das pacientes também está relacionado às seguintes questões: a viagra usar 100 mg libido é afetada por sentimentos de culpa, inferioridade ou agressão? E, seja num nível subconsciente ou mesmo consciente, ela quer se separar ou se divorciar do parceiro e isso está afetando a vontade de se relacionar sexualmente com ele? Em outros casos, é fácil encontrar as razões para a falta de libido. Os motivos podem incluir mudanças hormonais causadas por medicamentos, estresse pós-traumático, como no caso de estupro, ou depressão – condição que exclui o uso de flibanserin. Também costuma haver falta de libido após a gestação e o parto, devido a alterações naturais nos hormônios.

Qual o efeito do flibanserin?

Nessas circunstâncias, o tratamento médico costuma não ser recomendável, pois é normal que esses sintomas eventualmente desapareçam. Logo, é provável que o medicamento só seja prescrito após um diagnóstico abrangente. E em muitas situações, psicoterapia ou terapia de casal pode ser a melhor solução. Um painel de especialistas recomendou aos reguladores americanos a aprovação do flibanserin, a primeira droga para estimular a libido feminina, desde que medidas adicionais sejam tomadas para garantir a segurança da medicação. A FDA (em inglês), agência que regula o setor de remédios e alimentos nos Estados Unidos, já havia rejeitado esse medicamento duas vezes, alegando que sua eficácia foi muito modesta em comparação ao placebo. Os níveis de testosterona na mulher podem estar baixos por alguns fatores como envelhecimento, ausência de ovários ou o uso de medicamentos com estrogênio, que podem levar a sintomas como perda da libido e secura vaginal, por exemplo.

Medicamento Estado na EMA Motivo da não aprovação Alternativa na UE
Flibanserina Recusado (2013) Relação benefício-risco desfavorável Nenhum equivalente direto
Bremelanotida Não submetido — Nenhum
Testosterona Aprovada apenas para homens Falta de estudos em mulheres Uso off-label com supervisão
Ospemifeno Aprovado — Indicado para dor durante relação

O médico pode recomendar a testosterona em forma de gel ou cremes, comprimidos ou injeções. O uso da testosterona pode causar efeitos colaterais como acne, queda de cabelo e engrossamento da voz.

  • O termo "viagra feminino" é, na prática, um nome popular para medicamentos que visam tratar a perturbação do desejo sexual hipoativo (PDSH) em mulheres.
  • Em Portugal, a flibanserina e a bremelanotida são as substâncias mais estudadas para este fim, embora a sua comercialização seja limitada.
  • Não existe uma pílula única e milagrosa para a sexualidade feminina, pois fatores hormonais, psicológicos e relacionais têm um peso enorme.
  • Os fármacos aprovados para a disfunção sexual feminina atuam sobretudo no cérebro, regulando neurotransmissores como a serotonina e a dopamina.
  • Qualquer medicamento para este efeito exige receita médica em Portugal e deve ser acompanhado por um especialista em saúde sexual.

Veja os efeitos da testosterona na mulher.

Causa Categoria Exemplo concreto Abordagem possível
Fatores hormonais Fisiológica Menopausa, pós-parto Terapêutica hormonal
Stress e fadiga Psicológica Sobrecarga profissional Gestão do stress
Conflitos de relação Relacional Falta de comunicação Terapia de casal
Medicação Iatrogénica Antidepressivos (ISRS) Ajuste da medicação
Doenças crónicas Orgânica Diabetes, hipotiroidismo Controlo da doença base

O DHEA é um dos hormônios mais abundantes do corpo, e a sua suplementação pode ser indicada quando seus níveis estão baixos, o que pode ocorrer na menopausa. O uso de suplementos de DHEA pode ser indicado pelo endocrinologista após avaliação dos níveis hormonais da mulher, sendo utilizado como uma reposição hormonal natural para melhorar a libido, a atrofia vaginal e aumentar a energia da mulher, por exemplo. A suplementação de DHEA não é recomendada para mulheres com histórico de câncer de mama ou ovário ou que façam uso de remédios, como tamoxifeno, anastrozol e letrozol, pois podem diminuir seus efeitos.

Depois de várias tentativas, a FDA deu finalmente luz ver ao primeiro comprimido sexual para as mulheres

Embora a agência não seja obrigada a seguir os conselhos do painel, costuma fazê-lo com frequência. Agora, a comissão de especialistas votou, por 18 a 6, a favor da entrada do “viagra feminino”, do laboratório americano Sprout Pharmaceuticals, no mercado. Entre as preocupações dos que votaram contra, estão as interações negativas com o álcool, os riscos de desmaio, sonolência, pressão baixa, enjoos e a ausência de dados sobre os efeitos do uso do medicamento em longo prazo. A maioria afirmou, porém, que a aprovação do flibanserin dará pela primeira vez uma alternativa às mulheres com baixo interesse sexual. Eles ressaltam que, além de se especificar as contraindicações na bula, é necessário orientar os médicos e continuar os estudos, mesmo após a comercialização.

4. Tribulus terrestris

A recomendação favorável ao flibanserin acontece após meses de pressão do fabricante desse tratamento, destinado a mulheres que não chegaram à menopausa, mas apresentam baixo desejo sexual. O caso provocou polêmica, e grupos feministas lançaram abaixo-assinados pela aprovação do medicamento. Em um deles, o grupo Even The Score acusou a FDA de sexismo por ter rejeitado o flibanserin duas vezes, enquanto o Viagra já era vendido desde 1998 para tratar a disfunção sexual masculina. Em 2010, a FDA rejeitou uma primeira solicitação. Logo depois, o flibanserin foi vendido por seu desenvolvedor inicial, o laboratório alemão Boehringer Ingelheim, para o Sprout Pharmaceuticals.

1. Flibanserin

Após levar em consideração várias deficiências apontadas pela FDA, o Sprout apresentou uma nova fórmula em 2013, novamente rejeitada. Na época, a agência americana alegou que a reduzida diferença de eficácia do flibanserin com o placebo viagra medicamento não justificava os riscos implícitos no consumo do medicamento. Nessa terceira tentativa, o Sprout Pharmaceuticals apresentou novos dados, incluindo um estudo que mostra que esse remédio não afeta a capacidade das mulheres para dirigir um automóvel, por exemplo. Segundo documentos disponíveis na página da FDA na Internet sobre um teste clínico, as mulheres que tomaram flibanserin relataram ter tido, em média, 4,4 experiências sexuais satisfatórias em um mês, contra 3,7 no grupo que consumiu o placebo. Antes do início do estudo, essa média era de 2,7.